Que raio de dia! Deixei-me ir abaixo de novo... Este sentimento de fracasso, de impotência, saber que sou capaz de melhor e não conseguir fazê-lo, sentir-me no limite... E depois estas recordações, as coisas que já me levaram ao fundo e que deviam fazer parte de um passado bem guardado no fundo de um baú. Os problemas em casa, as discussões praticamente diárias, as vezes que chorei em frente de quem quer que fosse por uma desculpa qualquer só para ser capaz de entrar em casa com um sorriso capaz de fazer sorrir a minha mãe, a doença da avó, a desilusão do pai... Tudo o que já está resolvido, teima em vir à memória nos piores momentos, nos momentos que estou mais frágil...
Acho que me deixei levar pelo cansaço... Não pelo estágio em si nem simplesmente pelo trabalho de investigação... mas pelo momentos, pelas circunstâncias, pelas poucs horas de sono que se foram acumulando há uns longos meses, por ter tomado as rédeas de um trabalho que não é só meu, por ouvir comentários "ele que faça", "elas foram de férias, eles ao encontro", e a parva deste lado que nunca soube ser líder e se interessou pelo trabalho, foi ouvindo, foi trabalhando sem desculpas, foi acumulando...
Agora começo a sentir que não consigo fazer aquilo que sou capaz... não consigo dar resposta aos meus próprios objectivos...
Sinto-me só por mais pessoas que estejam ao meu lado...
Sinto-me tão ou mais cansada ao começar um novo dia do que no fim do dia anterior...
A precisar de um abraço bem forte, de me deixar embalar como o vai e vem das ondas do mar e descansar...
Vá lá aki fica o abraço....
ResponderEliminartás melhor?
Tem cuidado...as ondas do mar morrem todas na praia...nos braços da areia amada...algumas esborracham-se contra os rochedos e outras...felizmente poucas, arrastam-nos para o alto mar e deixam-nos cair nas profundezas do oceano, mas...nós voltamos sempre á superfície porque o mar não nos quer para nada....
A confusão do ser ou não ser e a incerteza do destino…utilizaria aqui as palavras de Paulo Costa , no Manual do Guerreiro da Luz, ….os guerreiros muitas vezes são cobardes e nem sempre agem correctamente, sofrem por tolices, preocupam-se com mesquinhices e não se sentem capazes de crescer….mas são guerreiros porque erram, porque interrogam, porque continuam a procurar um sentido acabando por encontrá-lo…
Só podes ser uma guerreira da luz e sem dúvida alguma…pisciana…
Bjo***
Ah! e essa história dos trabalhos em grupo conheço-a eu...conta sempre contigo porque os outros...esses, na maioria só contam connosco para lhes fazermos o trabalho
Bjo*
Tou melhor e um abraço sabe sempre bem :). Uma coisa que fui aprendendo ao longo deste curso foi a vir à superfície depois de cair nas profundezas, aprendi muito sobre mim e ajudou-me a crescer como pessoa.
ResponderEliminarSó há dias em que me sinto tudo menos uma guerreira e acabo por cair (mas esses dias têm vindo a ser menos frequentes).
Obrigada.
*Bjo
Mas...contudo...o aumento da nossa resistência pode fazer com que nós deixemos escapar a sensibilidade, por entre os dedos...e para bem longe do coração...
ResponderEliminarContinua bem...
:)***
... o melhor mesmo é o equilíbrio. Uma quedazita aqui, um bocadinho de resistência ali, um bocadinho de sensibilidade acolá...
ResponderEliminar*Bjo