Esta semana não tem sido fácil… Muitas emoções, muitas lembranças, alegria, nostalgia, uma mistura de sentimentos que nem sei definir bem…
Finalmente sou finalista… Finalmente começo a ver o fim de 4 anos de muito trabalho e dores de cabeça a aproximar-se. Mas revejo também imagens dos últimos 4 anos… As amizades que fortaleci e que construi, as pessoas que conheci e que se foram tornando especiais, os momentos de trabalho, mas também de gargalhadas… Os professores que nos moeram o juízo, mas que passam por nós e sorriem e emocionam-se connosco… Os funcionários que foram aturando sempre todas as nossas maluqueiras e pedidos chatos…
Agora começam(os) a projectar o futuro… não sei como será o futuro… Até agora, qualquer que fosse o futuro, este não mudava muito… Quanto muito havia uma mudança de escola, mudança de grupo, nunca muito mais do que isso. Neste momento, prepara-se uma mudança mais radical… Aquilo que sempre fiz, sempre soube fazer, está a acabar… Agora estamos prestes a entrar no mundo de trabalho, naquele mundo que toda a gente diz ser pior que o mundo académico, o mundo em que nunca estive e no qual terei que aprender a entrar… O futuro assusta-me um bocadinho…
Esta mistura de sentimentos – nostalgia e alegria, saudades e alívio… Têm me feito pensar em mim, pensar no passado e no futuro, pensar em ti como há muito não pensava… Sinto a tua falta… Este Domingo, durante a missa, foi o abraço que mais senti falta… Sei que estás orgulhosa por mim, que estiveste comigo naquele momento (como estás sempre), mas a tua ausência continua a doer… Adorei a missa de bênção das pastas, adorei a sensação do “finalmente acabei”, mas… faltaste-me tu, o teu sorriso, o teu abraço, a tua alegria e o teu orgulho por mim, faltou-me o sentimento de segurança do passado…
Estes quatro anos foram repletos de muitas experiências, muitos sentimentos… Sinto que cresci muito, se calhar que mudei um bocadinho… Comecei este curso com a desilusão de não ter entrado para o curso que sonhava, com a tristeza da tua perda e o sentimento de culpa em relação à outra avó, sentia-me perdida, desiludida comigo, só queria fugir, desaparecer. No fim do 1º ano, fiquei desiludida e magoada com uma das pessoas que nunca pensei que me pudesse magoar tanto, uma pessoa que sempre tinha admirado e me sentia protegida por ela… Foram mais uns meses atribulados… No início do 2º ano, aconteceu uma coisa que há muito não senti, nem pensei que voltasse a acontecer principalmente depois da desilusão do meu pai… Apaixonei-me! Apaixonei-me como nunca me tinha apaixonado, os dias iluminavam-se sempre que estava perto dele, os problemas pareciam deixar de existir quando o via, quando ouvia as suas gargalhadas… Mas o meu medo superou qualquer amor que pudesse sentir… Não fui capaz de enfrentar o que sentia por ele, fui apenas esperando que ele simplesmente me visse e sentisse o amor que eu sentia por ele… perdi demasiado tempo… E depois de um ano de “amor secreto”… outra desilusão… Apaixonou-se por outra… Uma que não era eu… Nunca me chegou a ver como eu o via, se calhar porque nunca cheguei a mostrar-me demasiado, se calhar porque o afastei pelo medo que sentia… E outro ano passei a tentar esquecê-lo… Ainda não o consegui esquecer, simplesmente fui aceitando o facto de ele estar apaixonado por outra, de estar feliz… e só agora, por mais parvo e estúpido que pareça, é que fui capaz de me deixar conhecer mais por ele e me fui aproximando…
No último ano, mais uma desilusão… como se não fossem bastantes as que já tenho tido… as duas amigas que conheci neste percurso magoaram-me, desiludiram-me… Se calhar o problema é meu, que acabo por confiar e entregar-me às pessoas que me rodeiam e de quem gosto e penso que não há nada que aconteça que me possa magoar…
Estes quatro anos, com esta mistura de sentimentos que fui vivendo, com as novas experiências e novos sentimentos que nunca tinha sentido… acrescidos da quantidade de trabalho que (à vista dos professores) deve ser sempre muito pouco… Tornaram estes quatro anos os mais desgastantes que alguma vez tive… Acabo este curso com a sensação que envelheci muito mais que 4 anos, com perda de memória e concentração, perdida de sono e cheia de olheiras…
Mas mesmo com todos estes prós e contras… Repetia de novo estes quatro anos… Se calhar mudava umas quantas coisas… Procurava divertir-me mais, apaixonar-me mais, aceitar os meus sentimentos e demonstrá-los aos outros, deixava de ser burra e tonta… Apagava as desilusões e aumentava as horas de sono…
A ti…
…D. (que embora sejas das pessoas que conheço há menos tempo te tornaste uma amiga muito especial)
…R. (que me aturaste (e continuas a aturar) sempre que estou mais em baixo e consegues fazer a proeza de me fazer sentir bem comigo)
…L. (que me fizeste descobrir de novo o amor e me fizeste acreditar que era capaz de voltar a amar)
…J.A. (que tantas vezes me fizeste rir quando queria mais vontade tinha de fugir e chorar)
…J.F. (que, embora intempestiva, és uma boa amiga), B. (que partilhaste comigo alguns trabalhos, sempre assertiva me ajudaste a perceber quando se estavam a aproveitar de mim)
…L. e C. (que, embora com ideias muito próprias e directas, são boas pessoas, boas amigas que tenho descoberto nos últimos tempos)
…E. (que mais calada e introvertida (talvez tão parecida com alguém que conheço) é amiga e ouvinte de todos que contigo vão ter)
…P. e E. (a todos que se cruzaram comigo nestes 4 anos, quer em sala de aula, quer em estágio, me ajudaram no processo de formação, que foram bons ou menos bons exemplos, mas que com eles aprendi muito, especialmente ao P. L., P. C., P. A., P. M.J., E. F., E. A.)
…especialmente a ti C. (que partilhaste comigo tudo o que estes quatro anos foram para mim, que te tornaste uma das irmãs que escolhi, que tão bem me conheces e consegues ler os meus olhos, de quem não consigo esconder o que sinto)
…e, de uma forma diferente, a ti avó, que embora não tão perto, sei que sempre estiveste comigo, principalmente nos momentos em que mais precisei e me lembrei de ti, acredito que continuas a ser o meu Anjo-da-Guarda que me ajuda a secar todas as lágrimas…
…a todos que partilharam comigo estes 4 anos, com quem partilhei momentos bons e menos bons, alegrias, tristezas, preocupações, com quem cresci, aprendi e me transformei… muito obrigada! Desejo-vos as maiores felicidades do mundo! Foram 4 anos gratificantes, que vão deixar saudades…
E tenho muito orgulho em puder dizer… Finalmente sou Enfermeira!
Gosto do que sou e se puder (se me deixarem), não farei outra coisa a não ser exercer ENFERMAGEM!
Ser Jovem...
É acreditar que,mais que recordar o passado,
importa preparar um futuro melhor
vivendo intensamente o momento presente.
É dizer "não" ao pessimismo que nada constrói.
É acreditar em todo o Homem de qualquer raça ou cor.
É dizer "não" ao individualismo e ao egoísmo.
É acreditar no diálogo, na força da amizade e da fraternidade.
É conservar sempre a frescura interior
e dar de graça o sorriso a quem passa.
(autor desconhecido)
Confesso que me emocionei ao ler o teu post...cheguei ao fim lavada em lágrimas (é o k acontece quando ninguém me está a ver lol)
ResponderEliminarAo longo destes 4 anos partilhei tudo contigo...e conheces-me tão bem amiga!Ès das poucas pessoas que já me viu chorar... já me abraças-te quando mais precisava de um abraço, já sorris-te quando precisava de um sorriso, e ficaste em silencio quando nada conseguia dizer...estiveste sempre presente nos bons e maus..ficam lembranças, recordações, bons e maus momentos, sorrisos e gargalhadas, histórias...
Entendes-me tão bem....e consigo entender-te tão (como ñ pensei ser possível acho que só ctg e com a D.)
Costumo dizer que o meu sexto sentido não me engana...e ñ foi excepção...sempre acreditei que ias gostar..mais que gostar ias-te apaixonar... e tenho orgulho de ser tua colega Enfermeira!
Sim...mudaste (para melhor), cresceste e eu cresci contigo.E foi bom crescermos juntas.
E já agora eu gostei desde o primeiro dia da menina que estava sentada ao meu lado à uns anos atrás e que mal falava para mim... e não a achei antipática, só achei que tinha uns olhos tão tristes que me intrigava...
A menina que se tornou a irmã do coração, a irmã que eu escolhi =)
(acredito na amizade a primeira vista, acho que há pessoas que simpatizamos, que gostamos simplesmente acho também deve ser o que explica o facto de conhecer a D. a tão pouco tempo e tb me dar tão bem com ela)
E sabes que podes contar sempre comigo, sabes o quanto significas para mim, o quão especial és...
Adoro-te
Beijinhos infinitos