quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Para um menino muito especial...




Parabéns meu pequeno! 

Hoje fazes 5 aninhos e não pude estar aí ao acordares para te encher de beijos e dizer o quão estás crescido!




Semopre cheio de sonhos e alegria nos olhos, contagias-me com todas sonhos que tens e histórias que inventas!

Delicias-me quando me dás um grande beijo e me abraças com toda a força que tens!

Deixas-me sem palavras quando queres vir a toda a força buscar-me a voar meio país como o Homem-Aranha com a sua teia, ou quando dizes proteger-me todos os maus e bichos imaginários dos quais me defendes como se fosses um Gormiti ou o Ben 10! E quando me ofereces o teu porquinho para não ter que me afastar 300 Km para trabalhar.



Parabéns, meu pequeno!
Nunca deixes de sonhar, como o fazes agora... Que mudem os sonhos, mas não deixes fugir essa força com que os sonhas (com tanta força, tanta sinceridade, tanta energia, que quando estou contigo, quase consigo entrar neles e sonhar contigo também!)




5 beijos grandes, do tamanho dos teus sonhos






terça-feira, 23 de novembro de 2010

Chuva em Lisboa...




Vantagens e desvantagens de um dia de chuva em Lisboa:

  • Lava as ruas de tudo que é porcaria,
  • Ficam tão lavadas e brilhantes que, em vez de andar, quase se patina!

  • Em vez de ruas, passam a haver rios e riachos, quase dignos de uns barquitos!

  • Não se encontra passeio em que não haja poça atrás de poça,
  • Sempre ajuda a demolhar os pés para melhor retirar calosidades!



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

To be faithful...

Bastou meia dúzia de palavras, uma troca de olhares e ver-te acompanhado...








...para acordar a meio da noite com esta sensação, com um sonho estranho quase como descreve a música.





...com esse desejo. 

sábado, 13 de novembro de 2010

Ao meu Anjo-da-Guarda





Já passaram 7 anos... mas continuas a fazer-me muita falta!



E cada vez tenho mais medo de me esquecer, de me esquecer das pequenas coisas que fazem a diferença...





Um beijo grande da tua neta, onde quer que estejas...


terça-feira, 9 de novembro de 2010

From where you are...

Um dia destes, uma amiga dedicou uma música à nossa amizade... Esta música...





Mas ao ouvi-la... lembrei-me de outra pessoa...

Uma pessoa que adoro e que admiro muito...
...uma pessoa a quem a vida não tem dado muitas tréguas
...uma pessoa espectacular, cheia de força e coragem (embora não o "admita" muitas vezes e se mostre como se tivesse sido derrotada)


...uma amiga
...uma irmã





...uma amiga de quem sinto falta muitas vezes
...uma amiga a quem, nem sempre, consigo demonstrar o quanto é importante... a quem gostaria de poder dizer e fazer mais.




Por isso esta música é para ti...





*Um bjo grande

quarta-feira, 27 de outubro de 2010









Ainda há uns dias pensava em ti, e num história assim... Numa Terra do Nunca com Príncipes e Princesas, Romeus e Julietas.

Mas já não és a pessoa por quem me apaixonei.
Mudaste, foste mudando... e aquilo em que te tornaste, deixou de ser o que te tornava um príncipe para mim!




O meu problema continuam a ser os teus olhos escuros e o teu sorriso contagiante...e a segurança que me transmites e aforma positiva como vês cada obstáculo e a força que tens...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Há dias...




Porque há dias que pomos em causa o que somos, o que fazemos e do que somos capazes...




Há dias em que gostaria de ser capaz de fazer mais, fazer melhor e ter o poder de mudar um bocadinho o mundo...


Há dias em que gostaria de poder fazer, pelo menos, um dia de outra pessoa um pouco mais feliz...






Porque há demasiados "velhos no jardim" por detrás das portas desta cidade, em casas quase a cair.

Completamente sós e abandonados...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Porque hoje...





... atravessei o rio de barco, de cabelo ao vento....













... e tive uma sensação de leveza e liberdade que já não sentia há muito tempo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

...cada um traz um horizonte que é o seu

Hoje estive de volta às visitas domiciliárias...



Nestes dias vejo coisas que me espantam pela positiva, outras pela negativa... Uma coisa que me espanta é a forma como as pessoas nos vão abrindo passo a passo, visita a visita, as suas casas e as suas vidas.


Hoje foi um dos dias em que me espantei pela positiva e pela negativa de uma casa para outra...

Na primeira casa onde entrei hoje, onde costumava ver um marido ansioso e preocupado pela nossa visita à mulher, descobri que, afinal, o motivo de tanta preocupação não é a mulher que está acamada e tem uma ferida no pé, mas sim, o facto de estar a deixar à espera a amante! Descobri, que sempre que demoramos mais e chegamos perto da hora de almoço, o marido passa a manhã a reclamar com a mulher porque a culpa do atraso dele para ir ter com a outra é dela!



Na casa seguinte, encontrei um casal, o marido acamado, com uma úlcera de pressão em cada trocanter, mais uma a iniciar na orelha e a mulher de canadianas, com dificuldade em se mobilizar. E enquanto fazia o tratamento à ulcera de pressão do utente, a mulher não lhe largou a mão um único segundo e ia-lhe dizendo que a dor já ia melhorar, que lhe tinha feito a sopa como ele gosta e continuava a apertar-lhe a mão e a fazer-lhe carícias mesmo deitada pelo lado oposto da cama com dificuldade para conseguir estar próximo do marido! 









Há em cada olhar
A vaga certeza do mesmo rio ao fundo
Mas por dentro do peito
Cada um traz um horizonte que é o seu

Mafalda Veiga - Os dias

domingo, 19 de setembro de 2010

Um pouco de céu...

"Só hoje senti
Que o rumo a seguir
Levava pra longe
Senti que este chão
Já não tinha espaço
Pra tudo o que foge
Não sei o motivo pra ir
Só sei que não posso ficar
Não sei o que vem a seguir
Mas quero procurar


E hoje deixei
De tentar erguer
Os planos de sempre
Aqueles que são
Pra outro amanhã
Que há-de ser diferente
Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu


Só hoje esperei
Já sem desespero
Que a noite caísse
Nenhuma palavra
Foi hoje diferente
Do que já se disse
E há qualquer coisa a nascer
Bem dentro no fundo de mim
E há uma força a vencer
Qualquer outro fim


Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu"

Mafalda Veiga - Um Pouco de Céu







Esta foi a música que ouvi ontem e me marcou o dia...

Duas colegas de trabalho, duas amigas a falarem de despedidas. E esta foi a música que a que fica dedicou à que vai embora... Porque vai embora por não conseguir conciliar um trabalho que gosta de fazer, no qual não é valorizada com a continuação de estudos no qual pretende ser especialista em algo no qual lhe permitirão trabalhar...



Porque embora a segunda parte melhor da minha semana seja o momento em que estou a trabalhar... no local onde trabalho, cada vez mais vejo desânimo e desmotivação...



Tem dias em que só preciso de um pouco mais de céu...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Home Sweet Home

Nesta cidade cinta uma solidão inexplicável…. Por muito que esteja rodeada de pessoas, por muito que haja onde ir, visitar e conhecer, sinto-me completamente só e desamparada. Ao ponto, para cúmulo de ficar com lágrimas nos olhos por ouvir um grupo qualquer num shopping tocar concertinas e cantar “Sou do Minho, sou do Minho, de Viana natural”.

Todas as semanas, ao sair de casa e entrar no autocarro sinto o coração ficar cada vez mais apertado. A cada quilómetro que me afasto parece que se torna cada vez mais pequeno, cada vez mais apertado. E assim tem ficado até à hora em que no horrizonte começo a ver os pontos de luz que me são tão familiares, que me fazem sentir na minha cidade, na minha casa.

Já passaram mais de 6 meses e, ao contrário do que alguma vez pensei, esta sensação de coração apertado não tem diminuído, mantém-se a mesma ou maior do que no primeiro mês.


Dizem-me que esta experiência me fez bem, que precisava sair de “debaixo da saia da mãe”… e eu sei que sim, concordo com algumas coisas… Mas por muito que me digam que é uma boa experiência, não deixa de me fazer sentir de coração apertado.


Porque para mim, o que me faz realmente falta é entrar numa casa que sinto como minha, olhar pela janela do meu quarto e sentir-me rodeada por uma paisagem que me é familiar, mais calma do que as barulhentas ruas e céu de Lisboa…







O que me faz sentir bem é entrar numa casa, onde ouço vozes de outras pessoas, da minha família.

Por muito que haja dias em que gostava de estar numa casa sossegada, são mais os dias em que preferia entrar numa casa cheia de gente, de barulho, de gargalhadas do meu pequeno, dos gritos de discussão dos mais novos ou do barafustar de alguém por não saber de alguma coisa sua, que provavelmente os mais novos pegaram.

Isto sim, eu sinto como o meu lar.
O meu lar não é a casa onde passo os 5 dias da semana entre casa e o trabalho.

O meu lar é este:
…numa cidade mais pequena mas bem reconfortante e bonita
…numa aldeia com mais vida do que algumas cidades
…numa casa sempre com gente e barulho, onde nem sempre posso estar sossegada ou fazer aquilo que bem me apetecia, acabando muitas vezes a televisão ficar por conta do “meu pequeno”, a sala desarrumada com os seus brinquedos, as coisas da minha prima espalhadas pela casa, uma mesa com, pelo menos, 4 pessoas e um quarto que não é apenas meu…





Isto é minha casa, o meu lar, o meu porto seguro.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Histórias de Amor e Paixão...

...têm muito que se diga!

Nos últimos meses (anos, se preferirmos) tenho tido alguns problemas na definição de uns e de outros....




Ultimamente tenho tentado satisfazer os dois... Como seria de esperar, nem um nem outro sairam do meio disto tudo beneficiados. Provavelmente, apenas fiquei "prejudicada" por querer tudo, querer conciliar a paixão e o amor, num futuro próximo em conjunto.

Sei que normalmente sou toda dada aos ses e aos medos, não me atiro a nada de cabeça e quando tomo alguma decisão tenho muita dificuldade em dar o tudo por ela com receio de que nao seja a melhor coisa a ser feita.... (Não sei se com medo de me magoar, se com medo de desiludir os que acreditam em mim.)




Neste momento, percebi que ao querer tudo, acabei por ficar com apenas com metades.... Mas também percebi que nunca vou saber o que teria corrido diferente se tivesse feito as coisas de outra forma.
Por isso, neste momento, vou ponderar o que fiz e o que tirei de bom e de mau e aprender com o que fiz...

Porque como alguém que adoro me disse há uns dias, "caminhar com o pé no chão pode criar bolhas, mas com o tempo o pé acostuma e mais forte ficas", destas confusões de amores, paixões, decisões e indecisões, vou aproveitar o que de mau me pode ter feito bolhas para poder continuar a caminhar e ficar mais forte.




Porque também há quem diga que o importante é o caminho feito...









"Every step I'm taking
Every move I make
Feels lost with no direction
My faith is shaken
but I, gotta keep trying.
Gotta keep my head held high.

There's always gonna be another mountain
I'm always gonna want to make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm going to have to lose
ain't about how fast I get there
ain't about what's waiting on the other side
It's the climb."

Miley Cyrus - The Climb




... e pretendo continuar a construir o meu caminho. Evitando cometer os mesmos erros e deixando de parte os ses das minhas indecisões, esforçando-me por manter a minha caminhada atrás dos objectivos que traçar sem hesitar.




(não serei capaz de o fazer de hoje para amanhã, mas ando a esforçar-me por isso...)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

It's just a thought...





 
If my life is for rent and I don't learn to buy...


Well, I deserve nothing more than I have

'Cos nothing I have is truly mine






...only a thought.






segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nobody said...




...it was easy.




No one ever said it would be so hard.






Oh, take me back to the start.

.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Solidão...

Estas semanas tenho andado nos Cuidados Continuados.



Fazer Visitas Domiciliárias deixam-me deprimida. Andar sozinha pelas ruas, de porta em porta, debaixo de um sol escaldante ou de uma chuva chata, sem saber o que vai aparecer depois de cada porta... E, nestas últimas semanas, atrás de cada porta tem aparecido mais coisas desagradáveis do que agradáveis.








Pessoas idosas sozinhas, muitas delas (praticamente) abandonadas...



Pessoas rodeadas por fotografias nas paredes, nos móveis, a preto e branco ou em tons sépia, de quando eram jovens ou dos filhos (quando eram bem mais novos).


Mas, olhando para a pessoa que temos à nossa frente, vemos uma pessoa que já viveu muito, que tem muito para contar, para ensinar, para falar, sentada num cadeirão onde provavelmente passa dia e noite porque tem muita dificuldade em se levantar e dar uns passos até à cama sem ajuda. Rodeada de comida e restos, lixo, lenços frescos e usados, completamente "acampada" no cadeirão, às vezes em frente a uma televisão que acaba por ser a sua companheira mais fiel.
Ao entrar pela casa destas pessoas, mesmo sendo uma completa desconhecida, basta saberem que sou enfermeira, que lá vou estar durante os 30 minutos que preciso para fazer o tratamento, para me sorrirem e me tratarem como alguém que recebem em suas casas há muito tempo. Custa sair de casas assim passados 30 minutos e dexá-los de novo entregues ao seu silêncio, à sua solidão... a perguntarem "Quando volta cá menina?"




Depois há aqueles que estão acamados, com feridas e, mesmo vivendo com os seus familiares, ao olhá-los nos olhos vejo tanta solidão como a pessoa da casa ao lado que vive acampada no cadeirão.
Mas, tal como a pessoa da casa ao lado quando nos vê entrar sorri e começa a desabafar o que aconteceu naquela semana ou numa semana qualquer há uns anos atrás, também estes, que muitas vezes não falam, mas olham para nós com uns olhos que dizem mais do que muitas palavras e nos agarram a mão ou mal os tocamos nos fazem carícias e dão um ar de riso...




Depois há os que vivem com os familiares, que fazem de tudo para que a pessoa de quem cuidam tenha tudo, mas não consegue fazer mais. Não consegue melhorar as condições das casas em que vivem, não podem fazer com que as feridas melhorem, não conseguem ter condições económicas para prestar os cuidados que muitas vezes desejam... E mesmo assim, tentam esforçar-se por conseguir ter o material que deveriamos ser nós a levar e, muitas vezes, lhes dizemos "acabaram as ligaduras" ou "hoje não temos o produto que tem sido usado na ferida" e acabamos por fazer um tratamento desenrascando com o pouco material que temos. Nestes casos, vem o marido/esposa ou o/a filho/a acompanhar-nos à porta e ficamos mais uns minutos a falar, a ouvir as suas preocupações e perguntam-nos quando lá voltamos.







Não é fácil virar as costas no fim de cada tratamento feito, tentando dizer que não posso ficar mais tempo porque tenho mais 6 ou 7 pessoas para fazer VD nas horas seguintes e fechar a porta deixando as pessoas de novo entregues a si próprias...













Estas VD's deixam-me deprimida, frustrada por não poder fazer mais qualquer coisa, por não poder estar um bocadinho mais de tempo com cada uma delas.






















Estas VD's deixam-me completamente exausta ao fim do dia. Deprimida. Só.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Just take me away...





Porque voltei-me a perder nums olhos castanhos que pensei já ter esquecido...






No meio da confusão, das incertezas... foi a única coisa (infelizmente) que senti não ter mudado nos últimos meses e que me fez sentir "em casa"...
Por isso... Just take me away...







Para si...



Porque esta música me fez lembrar o Melga que conhecia, quando ainda não o conhecia por tal nome! (embora o tenha descoberto bem mais depressa do que imaginava!)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Home...

Porque não consigo escrever o que estou a pensar e a sentir...

Porque não sei o que sinto ou não prefiro não saber...








Porque se pensar muito... o mais provável é que faça as malas...





(Estou muito feliz por ti, amiga! :D Bjo grande)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Eu acredito em ti!






Porque eu acredito em ti!


Acredito na pessoa que és, no que és capaz de fazer e de lutar!


Porque mereces mais... porque mereces que os teus sonhos se realizem, que possas fazer o que adoras...



Só te peço... acredita em ti!

Acredita na tua força!

Volta a sonhar!

Acredita nos teus sonhos!







I believe in you!

(porque não sei que mais te dizer, não te sei dizer quando, onde nem como vai aparecer uma oportunidade... mas não vou deixar de acreditar que vai aparecer e que em breve vou ver um grande sorriso nessa cara!)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Perdida...

Nos últimos tempos não tenho passado aqui... foram muitas mudanças, muitos sentimentos, que não conseguia escrever tudo o que queria, tudo o que pensava e sentia...




"Já um escuro vem do horizonte
Ou a luz se perde do olhar
São os campos perdidos e os montes
Que se estendem pela noite devagar

São tantos os caminhos e os dias
Tantos como a saudade que se tem
Talvez um sabor leve de maresia
Talvez a lembrança do sabor de alguém

Ai Lisboa, estendida sobre o rio
Ai Lisboa de mil amores perdidos
Só de quem puder sentir
Que há um mar em ti escondido

Será do luar o brilho intenso
Será do olhar de quem eu quero
Que faz ir-se perdendo ao longe o escuro
E faz ir-se calando o desespero

Enquanto o dia vai
Enquanto a noite vem
E um desassossego
Acorda alguém
Uma canção distante
Lembra outro sonho e outro olhar
Ai, se toda a saudade
Pudesse enfim acalmar

Ai Lisboa, estendida sobre o rio
Ai Lisboa de mil amores perdidos
Só de quem pudesse sentir
Que há um mar em ti escondido"

(Lisboa de Mil Amores - Mafalda Veiga)





Nas últimas semana tornou-se rotina a travessia deste rio...


Atravessar o Tejo, no meio da azáfama do início do dia, com tantas outras pessoas que atravessam o rio para trabalhar todos os dias, dia após dia...

Atravessar de novo o rio ao final da tarde, na calma do regresso ao lar (um lar que não é o meu...) no fim do dia do trabalho...


Fazer esta travessia todos os dias, entre caras completamente desconhecidas, pessoas que não se conhecem, que lêem um livro, o jornal, ouvem música ou simplesmente gozam a vista para o rio para aproveitar estes momentos...



Para mim, estes momentos são os mais difíceis do dia...

Os momentos em que estou no meio de uma multidão, um multidão com o mesmo objectivo que o meu (chegar ao trabalho/casa), uma multidão que segue a mesma direcção, mas onde me sinto completamente sozinha...


Por mais que saiba para onde sigo, estas travessias fazem-me sentir completamente perdida...


...perdida entre duas pontes que não me levam onde quero estar, às pessoas que quero abraçar...


...perdida em sentimentos e pensamentos que se misturam num turbilhão, um turbilhão que não consigo desfazer e tornar tudo mais simples, mais claro...


...perdida em saudades...


...perdida na vontade de olhar nos olhos de quem mais gosto e puder abraçar, num abraço apertado que me faça sentir atracar no meu porto seguro...






...perdida na vontade de largar tudo e voltar à minha terra de mil amores....








terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Melancolia

Não sei se é palavra certa para definir como me tenho sentido ultimamente, dia sim, dia não, dia sim, dia sim…

Dias atrás de dias, uns passados com mais entusiasmo com uma ideia ou outra, com uma ou outra possibilidade, outros mais parados, mais passados não sei bem onde, não sei bem como (quase como se o tempo voasse… porque mal consigo justificar como chegou o fim do dia e o resultado produzido foi tão pouco).

Mas no fim do dia, o resultado é o mesmo – melancolia (ou outra qualquer palavra que defina melhor este estado, este sentimento). Chegar ao fim do dia e sentir como se o mundo parasse, pára a excitação, o optimismo (nos dias melhores); sente-se a inutilidade, a frustração (nos dias piores), mas o resultado, no balanço do dia, não deixa de ser o mesmo, quer tenha passado o dia a fazer planos, a sonhar, quer tenha passado o dia vazia.



Ouvi hoje a música nova de Miguel Gameiro no caminho para casa depois de mais um dia cheio de contradições: optimismo vs pessimismo, excitação vs melancolia… Sinto que nos últimos tempos, preciso cada vez mais de um abraço assim… forte, que conforte, que fique por perto, que aperte sem apertar, onde posso chegar, descansar e sossegar… preciso cada vez mais, cada vez mais vezes de um abraço assim…



Dá-me um abraço que seja forte
E me conforte a cada canto
Não digas nada que o nada é tanto
E eu não me importo

Dá-me um abraço fica por perto
Neste aperto tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço

Dá-me um abraço que me desperte
E me aperte sem me apertar
Que eu já estou perto abre os teus braços
Quando eu chegar


É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega
Dá-me um abraço – Miguel Gameiro



Há dias que só queria poder passá-los assim…

...envolta num abraço que silenciasse o mundo.