Que raio de dia! Deixei-me ir abaixo de novo... Este sentimento de fracasso, de impotência, saber que sou capaz de melhor e não conseguir fazê-lo, sentir-me no limite... E depois estas recordações, as coisas que já me levaram ao fundo e que deviam fazer parte de um passado bem guardado no fundo de um baú. Os problemas em casa, as discussões praticamente diárias, as vezes que chorei em frente de quem quer que fosse por uma desculpa qualquer só para ser capaz de entrar em casa com um sorriso capaz de fazer sorrir a minha mãe, a doença da avó, a desilusão do pai... Tudo o que já está resolvido, teima em vir à memória nos piores momentos, nos momentos que estou mais frágil...
Acho que me deixei levar pelo cansaço... Não pelo estágio em si nem simplesmente pelo trabalho de investigação... mas pelo momentos, pelas circunstâncias, pelas poucs horas de sono que se foram acumulando há uns longos meses, por ter tomado as rédeas de um trabalho que não é só meu, por ouvir comentários "ele que faça", "elas foram de férias, eles ao encontro", e a parva deste lado que nunca soube ser líder e se interessou pelo trabalho, foi ouvindo, foi trabalhando sem desculpas, foi acumulando...
Agora começo a sentir que não consigo fazer aquilo que sou capaz... não consigo dar resposta aos meus próprios objectivos...
Sinto-me só por mais pessoas que estejam ao meu lado...
Sinto-me tão ou mais cansada ao começar um novo dia do que no fim do dia anterior...
A precisar de um abraço bem forte, de me deixar embalar como o vai e vem das ondas do mar e descansar...
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Confusões...
Hoje fui até à beira-mar… Tenho-me sentido num alvoroço de emoções e sentimentos… mas o mar, por mais calmo ou intempestivo que esteja, acalma-me, ajuda-me a organizar as ideias…
Estes dias têm sido marcados por conflitos de sentimentos, emoções, pensamentos.
Tenho-me sentido alegre, triste, com vontade de chorar ou rir à gargalhada.
Tenho pensado em amor e ódio, em heróis e vilões, em perdão e vingança, em optimismo e pessimismo, em viver e sobreviver…
Tenho pensado no passado, no presente e no futuro…
Nas pessoas de quem sinto saudades, as que me magoaram, as que me ajudaram a crescer e transformar-me no que sou hoje e naqueles que continuam a acompanhar-me nos bons e maus momentos…
Nas oportunidades que agarrei e deixei escapar…
Nas coisas que devia ter feito mas não fiz (por medo, covardia, seja o que for)…
No que sou hoje, o que mudei, o que tenho feito por mim…
No que quero ser, como quero crescer, para onde quero… que caminho quero construir…
“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” (Dalai Lama)
Estes dias têm sido marcados por conflitos de sentimentos, emoções, pensamentos.
Tenho-me sentido alegre, triste, com vontade de chorar ou rir à gargalhada.
Tenho pensado em amor e ódio, em heróis e vilões, em perdão e vingança, em optimismo e pessimismo, em viver e sobreviver…
Tenho pensado no passado, no presente e no futuro…
Nas pessoas de quem sinto saudades, as que me magoaram, as que me ajudaram a crescer e transformar-me no que sou hoje e naqueles que continuam a acompanhar-me nos bons e maus momentos…
Nas oportunidades que agarrei e deixei escapar…
Nas coisas que devia ter feito mas não fiz (por medo, covardia, seja o que for)…
No que sou hoje, o que mudei, o que tenho feito por mim…
No que quero ser, como quero crescer, para onde quero… que caminho quero construir…
“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” (Dalai Lama)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
... estranhamente feliz
Este último estágio, com o contributo do meu enfermeiro tutor, tem-me feito reflectir muito... não só na enfermagem, enfermeiros, gestão e formação, mas principalmente sobre as pessoas, as relações humanas... Sei que os seres humanos conseguem ser dos seres que mais mal conseguem fazer aos da sua espécie, que podem sorrir e dar plmadinhas nas costas e no minuto seguinte fazer uma enorme rasteira... Mas, embora saiba disto e tenha conhecimento de exemplos que acontecem todos os dias (quer com os outros, quer comigo), preferia continuar a acreditar nas pessoas... Acreditar que, nem tudo o que as pessoas que nos rodeiam fazem, tenha necessariamente que ter segundos sentidos, que podem ser simplesmente genuinas, sinceras, realmente humanas... Já tenho tido razões (e desilusões) suficientes para ter aprendido que nem todos os que me rodeiam são genuínos e sinceros. Mas mesmo com essas desilusões, algumas que ainda doem, prefiro acreditar que as pessoas que me rodeiam são verdadeiras comigo... Posso bater de novo com a cabeça e magoar-me, mas pensar que o que me rodeia não é tão sincero comigo como sou com eles, que o que as outras pessoas dizem pode ter segundas intenções, que pode servir para mais tarde se virar contra mim, acho que nos torna mais infelizes do que a infelicidade que a desilusão possa causar... Não sou capaz de pensar que um colega venha ter comigo para falar sobre qualquer coisa e no momento seguinte, na semana a seguir, se sirva da nossa conversa para me arrasar... Não sou capaz de pensar que as pessoas possam ser assim, más, picuinhas e preversas para os seus iguais...
Mesmo correndo o risco de continuar a magoar-me... acho que prefiro acreditar nas pessoas que se vão cruzando comigo... Afinal, costuma-se dizer que qualquer supeito é inocente até prova em contrário...
Acredito que o mundo pode ser um lugar feliz, que todos temos direito à nossa felicidade... Para isso, só precisamos de dar o nosso contributo... Um a um, podemos ser melhores, podemos tornar o mundo melhor...
Ando arrasada, cansada, quase a dormir pelos cantos, sem capacidade para me concentrar e fazer render o meu trabalho...
Mas hoje, mesmo com o acumular de trabalho, com as dores de cabeça, com as preocupações, cheguei a casa cansada, mas com uma estranha sensação de felicidade... Uma leveza, alegria, felicidade que já não sentia, talvez há meses (não sei se despoletados pelos elogias, pela companhia, ou pela presença de uma pessoa especial, se calha, por tudo junto)... Senti-me bem comigo, com os outros, com o mundo... Ficou um passeio pela praia por fazer por causa do trabalho, mas nem isso hoje me fez falta para me acalmar e sentir-me melhor comigo...
Hoje, sinto-me estranhamento feliz...
Mesmo correndo o risco de continuar a magoar-me... acho que prefiro acreditar nas pessoas que se vão cruzando comigo... Afinal, costuma-se dizer que qualquer supeito é inocente até prova em contrário...
Acredito que o mundo pode ser um lugar feliz, que todos temos direito à nossa felicidade... Para isso, só precisamos de dar o nosso contributo... Um a um, podemos ser melhores, podemos tornar o mundo melhor...
Ando arrasada, cansada, quase a dormir pelos cantos, sem capacidade para me concentrar e fazer render o meu trabalho...
Mas hoje, mesmo com o acumular de trabalho, com as dores de cabeça, com as preocupações, cheguei a casa cansada, mas com uma estranha sensação de felicidade... Uma leveza, alegria, felicidade que já não sentia, talvez há meses (não sei se despoletados pelos elogias, pela companhia, ou pela presença de uma pessoa especial, se calha, por tudo junto)... Senti-me bem comigo, com os outros, com o mundo... Ficou um passeio pela praia por fazer por causa do trabalho, mas nem isso hoje me fez falta para me acalmar e sentir-me melhor comigo...
Hoje, sinto-me estranhamento feliz...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dia difícil...
Dia difícil! Começou cedo, nunca mais acaba... É o trabalho que parece que não tem fim e quando mais parece que vou bem encaminhada lá tropeço... São as memórias do passado, do que já foi vivido de bom e não volta, das pessoas que amamos e já não podemos ter connosco... São as discussões ou mal-entendidos com amigas, que nos magoam... Sou eu que não sei discutir nem dizer o que penso e sinto e acabo a "remoer" tudo e mais alguma coisa e a explodir sozinha...
Já não me lembrava de chorar assim há muito tempo... Já não me lembrava da última vez que alguém me viu chorar... Foi um dia que me senti a afundar...
Mas depois, tentanto esquecer tudo o que me fez chorar... Lá tentei entrar no espírito com os meus colegas e amigos finalistas... Afinal de contas, este foi o nosso último cortejo, foi o primeiro em que levei um banho de cerveja do L. e fiquei a feder, foi aquele em que pude cantar "I will survive"... Porque todos sobrevivemos e alcançamos mais esta etapa!
Pode não ter sido um dia fácil... mas vai ficar na memória!
Já não me lembrava de chorar assim há muito tempo... Já não me lembrava da última vez que alguém me viu chorar... Foi um dia que me senti a afundar...
Mas depois, tentanto esquecer tudo o que me fez chorar... Lá tentei entrar no espírito com os meus colegas e amigos finalistas... Afinal de contas, este foi o nosso último cortejo, foi o primeiro em que levei um banho de cerveja do L. e fiquei a feder, foi aquele em que pude cantar "I will survive"... Porque todos sobrevivemos e alcançamos mais esta etapa!
Pode não ter sido um dia fácil... mas vai ficar na memória!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Semana de Emoções (cont.)...
Esta semana não tem sido fácil… Muitas emoções, muitas lembranças, alegria, nostalgia, uma mistura de sentimentos que nem sei definir bem… Finalmente sou finalista… Finalmente começo a ver o fim de 4 anos de muito trabalho e dores de cabeça a aproximar-se. Mas revejo também imagens dos últimos 4 anos… As amizades que fortaleci e que construi, as pessoas que conheci e que se foram tornando especiais, os momentos de trabalho, mas também de gargalhadas… Os professores que nos moeram o juízo, mas que passam por nós e sorriem e emocionam-se connosco… Os funcionários que foram aturando sempre todas as nossas maluqueiras e pedidos chatos… Agora começam(os) a projectar o futuro… não sei como será o futuro… Até agora, qualquer que fosse o futuro, este não mudava muito… Quanto muito havia uma mudança de escola, mudança de grupo, nunca muito mais do que isso. Neste momento, prepara-se uma mudança mais radical… Aquilo que sempre fiz, sempre soube fazer, está a acabar… Agora estamos prestes a entrar no mundo de trabalho, naquele mundo que toda a gente diz ser pior que o mundo académico, o mundo em que nunca estive e no qual terei que aprender a entrar… O futuro assusta-me um bocadinho… Esta mistura de sentimentos – nostalgia e alegria, saudades e alívio… Têm me feito pensar em mim, pensar no passado e no futuro, pensar em ti como há muito não pensava… Sinto a tua falta… Este Domingo, durante a missa, foi o abraço que mais senti falta… Sei que estás orgulhosa por mim, que estiveste comigo naquele momento (como estás sempre), mas a tua ausência continua a doer… Adorei a missa de bênção das pastas, adorei a sensação do “finalmente acabei”, mas… faltaste-me tu, o teu sorriso, o teu abraço, a tua alegria e o teu orgulho por mim, faltou-me o sentimento de segurança do passado… Estes quatro anos foram repletos de muitas experiências, muitos sentimentos… Sinto que cresci muito, se calhar que mudei um bocadinho… Comecei este curso com a desilusão de não ter entrado para o curso que sonhava, com a tristeza da tua perda e o sentimento de culpa em relação à outra avó, sentia-me perdida, desiludida comigo, só queria fugir, desaparecer. No fim do 1º ano, fiquei desiludida e magoada com uma das pessoas que nunca pensei que me pudesse magoar tanto, uma pessoa que sempre tinha admirado e me sentia protegida por ela… Foram mais uns meses atribulados… No início do 2º ano, aconteceu uma coisa que há muito não senti, nem pensei que voltasse a acontecer principalmente depois da desilusão do meu pai… Apaixonei-me! Apaixonei-me como nunca me tinha apaixonado, os dias iluminavam-se sempre que estava perto dele, os problemas pareciam deixar de existir quando o via, quando ouvia as suas gargalhadas… Mas o meu medo superou qualquer amor que pudesse sentir… Não fui capaz de enfrentar o que sentia por ele, fui apenas esperando que ele simplesmente me visse e sentisse o amor que eu sentia por ele… perdi demasiado tempo… E depois de um ano de “amor secreto”… outra desilusão… Apaixonou-se por outra… Uma que não era eu… Nunca me chegou a ver como eu o via, se calhar porque nunca cheguei a mostrar-me demasiado, se calhar porque o afastei pelo medo que sentia… E outro ano passei a tentar esquecê-lo… Ainda não o consegui esquecer, simplesmente fui aceitando o facto de ele estar apaixonado por outra, de estar feliz… e só agora, por mais parvo e estúpido que pareça, é que fui capaz de me deixar conhecer mais por ele e me fui aproximando… No último ano, mais uma desilusão… como se não fossem bastantes as que já tenho tido… as duas amigas que conheci neste percurso magoaram-me, desiludiram-me… Se calhar o problema é meu, que acabo por confiar e entregar-me às pessoas que me rodeiam e de quem gosto e penso que não há nada que aconteça que me possa magoar… Estes quatro anos, com esta mistura de sentimentos que fui vivendo, com as novas experiências e novos sentimentos que nunca tinha sentido… acrescidos da quantidade de trabalho que (à vista dos professores) deve ser sempre muito pouco… Tornaram estes quatro anos os mais desgastantes que alguma vez tive… Acabo este curso com a sensação que envelheci muito mais que 4 anos, com perda de memória e concentração, perdida de sono e cheia de olheiras… Mas mesmo com todos estes prós e contras… Repetia de novo estes quatro anos… Se calhar mudava umas quantas coisas… Procurava divertir-me mais, apaixonar-me mais, aceitar os meus sentimentos e demonstrá-los aos outros, deixava de ser burra e tonta… Apagava as desilusões e aumentava as horas de sono…
A ti… …D. (que embora sejas das pessoas que conheço há menos tempo te tornaste uma amiga muito especial) …R. (que me aturaste (e continuas a aturar) sempre que estou mais em baixo e consegues fazer a proeza de me fazer sentir bem comigo) …L. (que me fizeste descobrir de novo o amor e me fizeste acreditar que era capaz de voltar a amar) …J.A. (que tantas vezes me fizeste rir quando queria mais vontade tinha de fugir e chorar) …J.F. (que, embora intempestiva, és uma boa amiga), B. (que partilhaste comigo alguns trabalhos, sempre assertiva me ajudaste a perceber quando se estavam a aproveitar de mim) …L. e C. (que, embora com ideias muito próprias e directas, são boas pessoas, boas amigas que tenho descoberto nos últimos tempos) …E. (que mais calada e introvertida (talvez tão parecida com alguém que conheço) é amiga e ouvinte de todos que contigo vão ter) …P. e E. (a todos que se cruzaram comigo nestes 4 anos, quer em sala de aula, quer em estágio, me ajudaram no processo de formação, que foram bons ou menos bons exemplos, mas que com eles aprendi muito, especialmente ao P. L., P. C., P. A., P. M.J., E. F., E. A.) …especialmente a ti C. (que partilhaste comigo tudo o que estes quatro anos foram para mim, que te tornaste uma das irmãs que escolhi, que tão bem me conheces e consegues ler os meus olhos, de quem não consigo esconder o que sinto) …e, de uma forma diferente, a ti avó, que embora não tão perto, sei que sempre estiveste comigo, principalmente nos momentos em que mais precisei e me lembrei de ti, acredito que continuas a ser o meu Anjo-da-Guarda que me ajuda a secar todas as lágrimas… …a todos que partilharam comigo estes 4 anos, com quem partilhei momentos bons e menos bons, alegrias, tristezas, preocupações, com quem cresci, aprendi e me transformei… muito obrigada! Desejo-vos as maiores felicidades do mundo! Foram 4 anos gratificantes, que vão deixar saudades…
E tenho muito orgulho em puder dizer… Finalmente sou Enfermeira! Gosto do que sou e se puder (se me deixarem), não farei outra coisa a não ser exercer ENFERMAGEM!
Ser Jovem...
É acreditar que,mais que recordar o passado,
importa preparar um futuro melhor
vivendo intensamente o momento presente.
É dizer "não" ao pessimismo que nada constrói.
É acreditar em todo o Homem de qualquer raça ou cor.
É dizer "não" ao individualismo e ao egoísmo.
É acreditar no diálogo, na força da amizade e da fraternidade.
É conservar sempre a frescura interior
e dar de graça o sorriso a quem passa.
(autor desconhecido)
Ser Jovem...
É acreditar que,mais que recordar o passado,
importa preparar um futuro melhor
vivendo intensamente o momento presente.
É dizer "não" ao pessimismo que nada constrói.
É acreditar em todo o Homem de qualquer raça ou cor.
É dizer "não" ao individualismo e ao egoísmo.
É acreditar no diálogo, na força da amizade e da fraternidade.
É conservar sempre a frescura interior
e dar de graça o sorriso a quem passa.
(autor desconhecido)
Semana de Emoções...
E porque esta é uma semana que marca o fim de uma etapa e o início de outra... Decidi iniciar um novo blog!
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