terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Melancolia

Não sei se é palavra certa para definir como me tenho sentido ultimamente, dia sim, dia não, dia sim, dia sim…

Dias atrás de dias, uns passados com mais entusiasmo com uma ideia ou outra, com uma ou outra possibilidade, outros mais parados, mais passados não sei bem onde, não sei bem como (quase como se o tempo voasse… porque mal consigo justificar como chegou o fim do dia e o resultado produzido foi tão pouco).

Mas no fim do dia, o resultado é o mesmo – melancolia (ou outra qualquer palavra que defina melhor este estado, este sentimento). Chegar ao fim do dia e sentir como se o mundo parasse, pára a excitação, o optimismo (nos dias melhores); sente-se a inutilidade, a frustração (nos dias piores), mas o resultado, no balanço do dia, não deixa de ser o mesmo, quer tenha passado o dia a fazer planos, a sonhar, quer tenha passado o dia vazia.



Ouvi hoje a música nova de Miguel Gameiro no caminho para casa depois de mais um dia cheio de contradições: optimismo vs pessimismo, excitação vs melancolia… Sinto que nos últimos tempos, preciso cada vez mais de um abraço assim… forte, que conforte, que fique por perto, que aperte sem apertar, onde posso chegar, descansar e sossegar… preciso cada vez mais, cada vez mais vezes de um abraço assim…



Dá-me um abraço que seja forte
E me conforte a cada canto
Não digas nada que o nada é tanto
E eu não me importo

Dá-me um abraço fica por perto
Neste aperto tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço

Dá-me um abraço que me desperte
E me aperte sem me apertar
Que eu já estou perto abre os teus braços
Quando eu chegar


É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega
Dá-me um abraço – Miguel Gameiro



Há dias que só queria poder passá-los assim…

...envolta num abraço que silenciasse o mundo.