sábado, 26 de dezembro de 2009

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Não merecíamos isto…

Não merecíamos os insultos, as discussões, muito menos na véspera de Natal… Não merecíamos ouvir aquilo que disseste, muito menos pensar que o sintas e penses!



Comparas-nos a filhos de amigos teus que já fizeram muita asneira, que acabaram por destruir-se e destruir os pais, como se estivesses à espera que, mais dia menos dia, cometamos os mesmos erros, façamos o mesmo que eles…

Ficas de pé atrás connosco e insultas-nos por causa dos erros dos outros…

Somos uma desilusão para ti por não tirarmos o curso que sonhaste para nós, por nos exaltarmos no meio discussão e levantarmos mais a voz quando acabas de nos insultar ou por namorarmos com quem tu achas que não vale nada…


Então o que consideras tu de uma pessoa que nos insulta, que espera de nós o pior que já viu nos outros, que nos trai da forma como o fizeste?
Isso sim, eu considero uma desilusão… uma ferida no coração difícil de cicatrizar...





Podemos ser tuas filhas, mas já não somos as crianças que podias levantar a voz ou olhar para nós com ar reprovador que baixavam a cabeça e dávamos razão ao que dizias, porque afinal de contas, tu tinhas razão… nessa altura ainda eras o nosso pai, o melhor do mundo, um dos nossos ídolos…









Parabéns… conseguiste destruir de novo o que tinha conseguido aos poucos refazer do que sentia por ti…

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!



















Na esperança de que este pequeno Menino, que muitas vezes, principalmente nos últimos tempos, me tem ajudado a manter a força e a esperança (tem dias que teima em fugir)...

...me continue a ajudar do mesmo jeito
...que traga, neste novo ano, neste Natal, aquela prenda que espero há meses
...que continue a lembrar-se das pessoas que mais amo
...que ilumine o meu caminho, para que consiga ver de forma mais clara o que sinto, o que sonho, o que quero fazer da minha vida...





Feliz Natal!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Abraça-me bem...







Sinto-me só… uma solidão que não consigo explicar...
Sinto os sonhos a fugir-me entre os dedos das mãos, a insegurança, frustração, desânimo a apoderar-se de mim...
Vou continuando a sorrir quando me perguntam como estou, o que tenho feito... vou transparecendo esperança a quem me pergunta se já arranjei emprego...



Mas, no fundo, sinto uma solidão enorme por mais pessoas que tenha à minha volta, sinto-me deslocada onde quer que esteja, como se não pertencesse a lado nenhum... Sinto o tempo a passar, a vida a passar, como se estivesse de fora e fosse um mero espectador...



A única coisa que me vai fazendo sentir em casa, menos só… é o abraço apertado do meu pequeno, como se a segurança dele, a vida dele dependesse de mim, como se fosse cair num abismo se o largasse… E ele nem tem a noção do bem que me faz cada abraço que me dá, cada sussurro “Gosto muito de ti, madrinha”, cada beijo, cada vez que me aperta a mão quando sente medo do escuro…




"Levantas os teus olhos para me olhar assim
Procuras cá dentro onde me escondi
E eu tenho medo, confesso, de dar
O mundo onde guardo tudo o que mais quis salvar

Tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto
Não há como saber se o caminho é o certo
Só pode voar quem arriscar cair
Só se pode dar quem arriscar sentir

Abraça-me bem"

Mafalda Veiga – Abraça-me bem