sábado, 26 de dezembro de 2009

...

Não merecíamos isto…

Não merecíamos os insultos, as discussões, muito menos na véspera de Natal… Não merecíamos ouvir aquilo que disseste, muito menos pensar que o sintas e penses!



Comparas-nos a filhos de amigos teus que já fizeram muita asneira, que acabaram por destruir-se e destruir os pais, como se estivesses à espera que, mais dia menos dia, cometamos os mesmos erros, façamos o mesmo que eles…

Ficas de pé atrás connosco e insultas-nos por causa dos erros dos outros…

Somos uma desilusão para ti por não tirarmos o curso que sonhaste para nós, por nos exaltarmos no meio discussão e levantarmos mais a voz quando acabas de nos insultar ou por namorarmos com quem tu achas que não vale nada…


Então o que consideras tu de uma pessoa que nos insulta, que espera de nós o pior que já viu nos outros, que nos trai da forma como o fizeste?
Isso sim, eu considero uma desilusão… uma ferida no coração difícil de cicatrizar...





Podemos ser tuas filhas, mas já não somos as crianças que podias levantar a voz ou olhar para nós com ar reprovador que baixavam a cabeça e dávamos razão ao que dizias, porque afinal de contas, tu tinhas razão… nessa altura ainda eras o nosso pai, o melhor do mundo, um dos nossos ídolos…









Parabéns… conseguiste destruir de novo o que tinha conseguido aos poucos refazer do que sentia por ti…

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!



















Na esperança de que este pequeno Menino, que muitas vezes, principalmente nos últimos tempos, me tem ajudado a manter a força e a esperança (tem dias que teima em fugir)...

...me continue a ajudar do mesmo jeito
...que traga, neste novo ano, neste Natal, aquela prenda que espero há meses
...que continue a lembrar-se das pessoas que mais amo
...que ilumine o meu caminho, para que consiga ver de forma mais clara o que sinto, o que sonho, o que quero fazer da minha vida...





Feliz Natal!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Abraça-me bem...







Sinto-me só… uma solidão que não consigo explicar...
Sinto os sonhos a fugir-me entre os dedos das mãos, a insegurança, frustração, desânimo a apoderar-se de mim...
Vou continuando a sorrir quando me perguntam como estou, o que tenho feito... vou transparecendo esperança a quem me pergunta se já arranjei emprego...



Mas, no fundo, sinto uma solidão enorme por mais pessoas que tenha à minha volta, sinto-me deslocada onde quer que esteja, como se não pertencesse a lado nenhum... Sinto o tempo a passar, a vida a passar, como se estivesse de fora e fosse um mero espectador...



A única coisa que me vai fazendo sentir em casa, menos só… é o abraço apertado do meu pequeno, como se a segurança dele, a vida dele dependesse de mim, como se fosse cair num abismo se o largasse… E ele nem tem a noção do bem que me faz cada abraço que me dá, cada sussurro “Gosto muito de ti, madrinha”, cada beijo, cada vez que me aperta a mão quando sente medo do escuro…




"Levantas os teus olhos para me olhar assim
Procuras cá dentro onde me escondi
E eu tenho medo, confesso, de dar
O mundo onde guardo tudo o que mais quis salvar

Tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto
Não há como saber se o caminho é o certo
Só pode voar quem arriscar cair
Só se pode dar quem arriscar sentir

Abraça-me bem"

Mafalda Veiga – Abraça-me bem

domingo, 1 de novembro de 2009

... I just need a friend




...I don't want a lover





"You can't just leave me
To face life on my own

I know you don't love me no more
I knew this day it would come
Even when it cuts so deep
It's true I still want you
But the harder I try
The more I seem to lose

I don't want a love

I just need a frien
d
I've had time to recover

Now that I know it wasn't love
"

Texas - I don't want a lover

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A perfeição...

...sei que não é fácil alcançá-la (se é que não seja mesmo impossível!). Já a procurei várias vezes e acabei por me magoar e dar-me conta de que andava atrás do impossível. No entanto, continuo a tentar fazer o melhor em tudo o que me meto, mas já o faço com um bocadinho mais de noção de que o meu melhor pode nem sempre ser a perfeição… Mas continuo a fazê-lo com o mesmo objectivo: envolver-me em tudo o que faço dando o melhor de mim e procurando atingir a melhor perfeição que consigo.

Quanto às pessoas… há aquelas que já contamos que não sejam perfeitas (que não nos admiramos por o não serem) e há aquelas que consideramos perfeitas… essas, normalmente, são aquelas que nos são mais especiais e das quais esperamos que dêem o seu melhor.
No entanto, mesmo essas mais especiais não são perfeitas, mas mesmo imperfeitas procuram o melhor e dão-nos o melhor que têm, o melhor que podem. Se calhar é isso que as torna especiais.

Essas pessoas imperfeitas, só as há porque nós as criamos perfeitas, porque as considerarmos
- bons pais,
- bons amigos,
- bons colegas,
- bons companheiros,
- bons professores/orientadores…

...e por elas temos as maiores expectativas, esperamos o melhor delas e, como tudo, muitas vezes o melhor que elas dão, fazem, dizem não é o melhor que esperamos… (mesmo connosco… o melhor que consigo nem sempre (muitas vezes) é o melhor que eu esperava/gostava)





Escrito depois de uma pessoa me falar em Príncipes Imperfeitos… que me foi “abrindo os olhos” e me ajudou a perceber que todos temos em nós um bocadinho de imperfeição… nem eu, nem os que me são mais queridos são perfeitos… Podem também nos magoar com as suas imperfeições… E tanto mais magoam quanto mais queridos nos são… Mas não significa que, por nos m
agoarem, deixem de ser as pessoas que são (e que nós esperamos que sejam)… Acho que só agora percebi isto com mais clareza e percebo agora uma pessoa que sei que só quer o melhor para mim (embora por vezes não o saiba demonstrar)...


domingo, 18 de outubro de 2009

Sê o melhor...



"
Se não puderes ser pinheiro no alto da colina, sê no vale algo de pequeno,

Mas sê a melhor coisa pequena na margem do regato

Sê um arbusto, se não puderes ser árvore

Se não puderes ser uma estrada, sê atalho

Se não puderes ser o sol, sê uma estrela

Pelo tamanho não te salvas nem te perdes

Sê o melhor do que quer que tu sejas


Do que quer que tu sejas, sê o melhor
"










No que quer que seja, darei sempre o melhor de mim...


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Medo




A couple hundred years ago, Benjamin Franklin shared with the world the secret of his success. «Never leave that till tomorrow,» he said, «which you can do today». This is the man who discovered electricity. You’d think more of us would listen to what he had to say.


I don’t know why we put things off, but if I had to guess, I’d say it has a lot to do with fear.

Fear of failure, fear of pain, fear of rejection.

Sometimes, the fear is just of making a decision.

Because, what if you’re wrong? What if you’re making a mistake you can’t undo?


(…)


The early bird catches the worm. A stitch in time saves nine.

He who hesitates is lost. We can’t pretend we haven’t been told. We’ve all heard the proverbs, heard the philosophers, heard our grandparents warning us about wasted time, heard the damn poets urging us to seize the day.


Still, sometimes, we have to see for ourselves.


We have to make our own mistakes.


We have to learn our own lessons.


We have to sweep today’s possibility under tomorrow’s rug until we can’t anymore, until we finally understand for ourselves what Benjamin Franklin meant.


That knowing is better than wondering.


That waking is better than sleeping.


And that even the biggest failure, even the worst, most intractable mistake beats the hell out of never trying.


Grey’s Anatomy – Season 1





Continuo a deixar que minha vida seja guiada por este medo… este medo que toda a gente sabe que apenas nos faz sentir que o tempo vai passando e grande parte dele está perdido… E mesmo sabendo tudo isto, continuo a errar, a não querer aprender a lição, esperar, esperar, até que todas as possibilidades que podiam ter existido e que podia (e devia) ter aproveitado já passaram… Continuo a sonhar, especular, a nunca tentar por mais que continue a me magoar por isso…



Não sei porque adiamos as coisas, mas se tivesse de adivinhar, diria que tem muito a ver com medo.

Medo de falhar, medo de sofrer, medo de ser rejeitado.

Às vezes, é apenas o medo de tomar uma decisão.

Porque… e se estivermos enganados? E se cometermos um erro que não podemos desfazer?




Medo, errar… porque não consigo apagar estas palavras do meu dicionário?




quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Confusa...


Até ao fim da semana tenho que tomar uma decisão... Sei que não é bem uma decisão que tenha que ser tomada agora, mas sinto que tenho que a tomar, preciso de me "definir", me "orientar", perceber para onde caminho e que objectivos e sonhos quero alcançar...

...esforçar-me, aperfeiçoar e investir num amor... ou...dar oportunidade, lutar por uma paixão (platónica) antiga...?



Sei que não são assim tão diferentes e distantes... se calhar o amor até pode dar contributos para a paixão...




Sei que se me entregar a esse amor vou gostar e lutar por ele, porque me apaixonei por ele cada vez mais ao longo dos últimos quatro anos, mas também sei que me vai manter na insegurança (pelo menos durante uns tempos)...

Também sei que, se me entregar a essa paixão antiga, também lutarei (porque faz parte de mim fazer o melhor de mim naquilo que me meto) e me apaixonarei também... até porque essa paixão não é assim tão diferente do amor e talvez até o possa manter aceso e "conjugar" as duas, podendo tornar-me uma pessoa (profissional) um bocadinho melhor...









Estou confusa... num turbilhão de ideias e sentimentos...




Por um lado...lutar por aquilo que aprendia a gostar e investir no amor esperando que o futuro se torne mais risonho...



Por outro lado... investir na antiga paixão, pela qual, provavelmente me apaixonarei com a mesma intensidade que me apaixonei por este amor, e que me poderá proporcionar um futuro mais seguro... mas que me assusta e me faz sentir como se estivesse desisitir
de um amor que fui construindo ao longo de quatro anos (acabando por "dar razão" ao meu pai)...







You must risk something that matters


Tom Waits




Trazes a vida nos braços
Pousas o mundo no chão
Largue os medos na estrada
E desmontas cada peça
De que é feito o coração

Deixas lá fora o cansaço

Desarmas a solidão
Brindas sonhos ao relento
Como quem junta os pedaços
Entre a loucura e a razão

Faz parte ser um pouco perdido

Faz parte começar outra vez
Faz parte ir atrás dos sentidos

E voar a sentir o mundo na ponta dos pés

Mafalda Veiga - Faz Parte




quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Uma noite para me lembrar...







Um espectáculo lindo! Uma noite de Verão como poucas tem havido por estes lados, um friozinho de noite que não incomodava ninguém, um céu estrelado sobre a praia e o mar... Um concerto lindo num dia especial...

Por mim teria ficado mais 2, 3, 4, 5 horas a ouvir Mafalda Veiga! Foi muito bom... ouvi-la, cantar com ela, ouvir tudo à volta a cantar em coro cada letra, cada música!

Sentir cada pedacinho de som, de luz, de companhia!


"Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
um lugar a salvo para onde correr
quando nada bate certo
e se fica a céu aberto
sem saber o que fazer

esta é uma noite pra comemorar
qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
um lugar pra nós onde demorar
quando nada faz sentido
e se fica mais perdido
e se anseia pelo abraço de um amigo"


Uma Noite Para Comemorar


Foi melhor ainda poder partilhar este momento contigo! Obrigada por estares sempre presente, por partilharmos todas estas coisas... as boas (como a noite de ontem!) e as menos boas (como têm sido os últimos tempo)! Gostei de te ver a sorrir, de te ver feliz como não via há algum tempo!

"Liberta o grito que trazes dentro

E a coragem e o amor
Mesmo que seja só um momento
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti"

Lume

"A noite vem às vezes tão perdida
e quase nada parece bater certo
há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
e tudo que era fundo fica perto

nem sempre o chão da alma é seguro
nem sempre o tempo cura qualquer dor
e o sabor a fim do mar que vem do escuro
é tantas vezes o que resta do calor

se eu fosse a tua pele
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho"

Cúmplices


Para ser uma noite perfeita só faltou uma pessoa, uma companhia imprescindível para partilhar este concerto, estes momentos!



Para nós...

"E hoje vê a estrada é feita p'ra seguir
E hoje sente a vida feita de senti
E hoje vira do avesso o mundo e vê melhor
Deste lado é mais puro
É teu é tão maior
Deste lado é mais puro
É meu é tão maior"

Estrada


"Pode ser esta noite quente
A estrada aberta mesmo à nossa frernte
E tu e eu a descobrir o ar
Não é preciso correr
Não é urgente chegar
O que é preciso é viver"

Outra Margem de Mim


...porque deste lado... é nosso é tão maior!


domingo, 9 de agosto de 2009

... ... ... Mudanças, Transformações, Evoluções

Passou mais de um mês desde que aqui vim a última vez... Entretanto muita coisa aconteceu, tanta coisa que parece que esse dia já se passou há muito tempo!

Desde esse dia...
- t
ive a minha última reunião de avaliação de estágio (a reunião em que talvez mais tenha sido surpreendida!)
- apresentei o último trabalho (que mais dores de cabeça e barriga me deu até hoje!)
- apanhei das maiores desilusões em notas ao ver a pauta depois de um ano a dar
o melhor de mim por um trabalho
- trocaram-me uma nota com uma colega de outra turma
- acabei o curso, passando a ser licenciada em Enfermagem!
- inscrevi-me na Ordem dos Enfermeiros e espero receber a cédula que diga "Sou Enfermeira" em Setembro
- corri quase o distrito a entregar curriculos
- corri Lisboa, quase como turista, com curriculos na mão em vez de binóculos/toalha de praia/bilhetes de museus
- despedi-me de um grande amigo (que tão cedo não deverei encontrar), que vai fazer-me muita falta para me segredar ao ouvido "Vai correr tudo bem!" quando as coisas pareciam mais negras
- continuo com a sensação de que em Setembro lá estarei de novo a inscrever-me em mais um ano lectivo (por mais que refilasse todos os anos pelos trabalhos, professores e afins, ser estudante sempre foi o que soube fazer e para o qual sempre me esforcei procurando aprender sempre mais, ser melhor a cada dia que passasse... sempre foi o que soube fazer e onde me senti mais ou menos segura)

Os próximos tempos são mais incertos, não sei o que me espera, tenho procurado não sonhar nem fazer grandes planos... tenho procurado viver dia-a-dia... Esforçar-me, como sempre me esforcei em tudo, neste novo mundo em que tento entrar agora...
E esta incerteza, este mundo novo, diferente, novo assusta-me...






"Quando já nada é intacto
Quando tudo na vida vem em pedaços
E por dentro me rebenta um mar
Quando a cidade alucina
Num luar de néon e de neblina
E me esqueço de sonhar

Quando há qualquer coisa que nos sufoca
E os dias são iguais a outros dias
E por dentro o tempo é tão voraz

Quando de repente num segundo
Qualquer coisa me vira do avesso
E desfaz cada certeza do meu mundo

Quando o sopro de uma jura
Faz balançar os dias
Quando os sonhos contaminam
Os medos e os cansaços
Quando ainda me desarma a tua companhia
E tudo o que a vida faz em mim

Quando o dia recomeça
E a noite ainda te prende nos seus braços
E por dentro te rebenta um mar

Quando a cidade te esconde
E o silêncio é o fundo das palavras
Que te esqueces de gritar"

Mafalda Vegia - Quando (Já nada é intacto)





segunda-feira, 22 de junho de 2009

Desiludida...

Hoje disseram-me que estava triste, perguntaram-me se tinha chorado (tentei dizer que nao...). Mas sim, chorei, não por tristeza, não porque alguém me tenha feito algo que me magoasse. Mas porque estou desiludida comigo. Desiludida por ter trabalhado, procurado o melhor, querer ser melhor... e chegar ao fim não ser capaz, acabar por entregar trabalhos que não me satisfazem, que não reflectem oq ue gostava que reflectisse... que não reflecte o trabalho que me deu e o que quis que fosse o resultado. Desiludida comigo! Esperar mais de mim e ver os outros com mais expectativas em relação ao resultado final, e chegar ao fim, nem as minhas expectativas superar, nem a mim consegui satisfazer, quanto mais os outros. Não me magoa não ter superado as expectativas que tinham para mim (para nós), magoa-me não ter conseguido o que eu gostava de ter atingido...

Sinto-me cansada, exausta... Insatisfeita comigo própria. Com a sensação de trabalho por acabar/trabalho mal feito.




Desiludida.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Uns quantos cansaços e loucuras...

Cansada... Exausta... Qualquer uma destas palavras ou algum sinónimos não deve chegar para adjectivar o que sinto! Há semanas que parecem intermináveis, neste momento sinto que já não são as semanas que aprecem intermináveis, são os meses... Têm sido meses desgastantes, sufocantes, principalmente os últimos seis meses que exigiram de mim mais doque senti ser capaz de dar. Os trabalhos, os turnos, as relações interpessoais, o cansaço físico, psicológico... Uma mistura de causas, coisas, motivos que me fizeram a certa altura já aceitar que estaria completamente louca. Agora são mais duas semanas, duas semanas que tal como as últimas até deverão parecer uma eternidade, mas que no fim, acabarão por se juntar a todas as outras semanas dos últimos 4 anos que acabarão por deixar lembranças (boas e menos boas), nostalgia, uma escola (à qual costumo chamar de escola familiar, o local onde mais horas tenho passado nos últimos anos, na qual já fiz de tudo (ou quase tudo) desde trabalhos e coisas mais sérias, a brincadeiras, horas de riso e muito mais), o sentimento de segurança...
Não sei como vão ser estas duas semanas, muito menos imagino como serão as semanas a seguir a essas, nem para tal coisa sinto capacidade de imaginar agora...
Neste momento, apenas sinto uma dor de cabeça enorme que não me larga há dias, um latejar ao qual já me habituei nas últimas semanas, sinto um peso em cima como se carregasse o mundo às costas sozinha... Se podesse não pensava, não sentia, não mexia nas próximas 24, 48, 72, sei lá quantas horas para, talvez, recuperar energia, cpaacidade para pensar, reflectir, fazer contas de matemática, sanidade mental, e mais umas quantas capacidades que sinto que perdi estes últimos anos!
Como se pode ver, não sei se fará muito sentido o que acabei de escrever... Amanhã ou depois, pode ser que faça uma tradução do que procurei escrever.



Está praticamente provado... Isto já é loucura! E duvido que seja uma loucura como a que diz Paulo Coelho: "O guerreiro parece louco, mas isso é apenas um disfarce"






"Sim, esta vida é uma loucura. Mas a grande sabedoria do guerreiro da luz consiste em escolher bem a sua loucura." (Paulo Coelho)

(ora aqui está um ponto que tenho que aperfeiçoar... aprender com o guerreiro da luz a escolher bem a minha loucura!)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia Mundial da Criança

1 de Junho - Dia Mundial da Criança



"Ser criança é ser,

papoila ao vento,
gaivota no firmamento.

É ser sol a brilhar,

é céu, é mar.
Ser criança é pod
er
correr, saltar.
É percorrer o mundo
de lés-a-lés,
é andar em bicos dos pés.
É ter esperança,
que acabem as mutilações,
as violações,
a fome,
a guerra e a dor.
Ser criança é o sorriso,
que fala de paz,
que fala de amor.
Ser criança é ser grande!
É ser maior."

Maria do Céu Costa



Há crianças, adolescentes que passam o tempo a querer ser adultos....
Há adultos que gostariam de voltar a ser crianças...

Mas ser criança... é ser o sol a brilhar, o sorriso no rosto, a esperança nos olhos... É ser grande, ser maior!

http://www.youtube.com/watch?v=IVa-9TO4tD0


"I could dream more then
I could believed more then
That the world could only get better
Yeah I could be free more then
I could pretend more then
That this life could only show me good times
Once, when I was little umm ohh lalala

There was a time when I trusted everyone
There was no place that I would not go
Spend a day on the hillside next to the holly mo
Oh once, when I was little
Once, when I, was little
"

James Morrison


quarta-feira, 27 de maio de 2009

...

Que raio de dia! Deixei-me ir abaixo de novo... Este sentimento de fracasso, de impotência, saber que sou capaz de melhor e não conseguir fazê-lo, sentir-me no limite... E depois estas recordações, as coisas que já me levaram ao fundo e que deviam fazer parte de um passado bem guardado no fundo de um baú. Os problemas em casa, as discussões praticamente diárias, as vezes que chorei em frente de quem quer que fosse por uma desculpa qualquer só para ser capaz de entrar em casa com um sorriso capaz de fazer sorrir a minha mãe, a doença da avó, a desilusão do pai... Tudo o que já está resolvido, teima em vir à memória nos piores momentos, nos momentos que estou mais frágil...

Acho que me deixei levar pelo cansaço... Não pelo estágio em si nem simplesmente pelo trabalho de investigação... mas pelo momentos, pelas circunstâncias, pelas poucs horas de sono que se foram acumulando há uns longos meses, por ter tomado as rédeas de um trabalho que não é só meu, por ouvir comentários "ele que faça", "elas foram de férias, eles ao encontro", e a parva deste lado que nunca soube ser líder e se interessou pelo trabalho, foi ouvindo, foi trabalhando sem desculpas, foi acumulando...
Agora começo a sentir que não consigo fazer aquilo que sou capaz... não consigo dar resposta aos meus próprios objectivos...
Sinto-me só por mais pessoas que estejam ao meu lado...
Sinto-me tão ou mais cansada ao começar um novo dia do que no fim do dia anterior...

A precisar de um abraço bem forte, de me deixar embalar como o vai e vem das ondas do mar e descansar...

sábado, 23 de maio de 2009

Confusões...

Hoje fui até à beira-mar… Tenho-me sentido num alvoroço de emoções e sentimentos… mas o mar, por mais calmo ou intempestivo que esteja, acalma-me, ajuda-me a organizar as ideias…

Estes dias têm sido marcados por conflitos de sentimentos, emoções, pensamentos.
Tenho-me sentido alegre, triste, com vontade de chorar ou rir à gargalhada.
Tenho pensado em amor e ódio, em heróis e vilões, em perdão e vingança, em optimismo e pessimismo, em viver e sobreviver…
Tenho pensado no passado, no presente e no futuro…
Nas pessoas de quem sinto saudades, as que me magoaram, as que me ajudaram a crescer e transformar-me no que sou hoje e naqueles que continuam a acompanhar-me nos bons e maus momentos…
Nas oportunidades que agarrei e deixei escapar…
Nas coisas que devia ter feito mas não fiz (por medo, covardia, seja o que for)…
No que sou hoje, o que mudei, o que tenho feito por mim…
No que quero ser, como quero crescer, para onde quero… que caminho quero construir…


“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.” (Dalai Lama)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

... estranhamente feliz

Este último estágio, com o contributo do meu enfermeiro tutor, tem-me feito reflectir muito... não só na enfermagem, enfermeiros, gestão e formação, mas principalmente sobre as pessoas, as relações humanas... Sei que os seres humanos conseguem ser dos seres que mais mal conseguem fazer aos da sua espécie, que podem sorrir e dar plmadinhas nas costas e no minuto seguinte fazer uma enorme rasteira... Mas, embora saiba disto e tenha conhecimento de exemplos que acontecem todos os dias (quer com os outros, quer comigo), preferia continuar a acreditar nas pessoas... Acreditar que, nem tudo o que as pessoas que nos rodeiam fazem, tenha necessariamente que ter segundos sentidos, que podem ser simplesmente genuinas, sinceras, realmente humanas... Já tenho tido razões (e desilusões) suficientes para ter aprendido que nem todos os que me rodeiam são genuínos e sinceros. Mas mesmo com essas desilusões, algumas que ainda doem, prefiro acreditar que as pessoas que me rodeiam são verdadeiras comigo... Posso bater de novo com a cabeça e magoar-me, mas pensar que o que me rodeia não é tão sincero comigo como sou com eles, que o que as outras pessoas dizem pode ter segundas intenções, que pode servir para mais tarde se virar contra mim, acho que nos torna mais infelizes do que a infelicidade que a desilusão possa causar... Não sou capaz de pensar que um colega venha ter comigo para falar sobre qualquer coisa e no momento seguinte, na semana a seguir, se sirva da nossa conversa para me arrasar... Não sou capaz de pensar que as pessoas possam ser assim, más, picuinhas e preversas para os seus iguais...
Mesmo correndo o risco de continuar a magoar-me... acho que prefiro acreditar nas pessoas que se vão cruzando comigo... Afinal, costuma-se dizer que qualquer supeito é inocente até prova em contrário...

Acredito que o mundo pode ser um lugar feliz, que todos temos direito à nossa felicidade... Para isso, só precisamos de dar o nosso contributo... Um a um, podemos ser melhores, podemos tornar o mundo melhor...




Ando arrasada, cansada, quase a dormir pelos cantos, sem capacidade para me concentrar e fazer render o meu trabalho...
Mas hoje, mesmo com o acumular de trabalho, com as dores de cabeça, com as preocupações, cheguei a casa cansada, mas com uma estranha sensação de felicidade... Uma leveza, alegria, felicidade que já não sentia, talvez há meses (não sei se despoletados pelos elogias, pela companhia, ou pela presença de uma pessoa especial, se calha, por tudo junto)... Senti-me bem comigo, com os outros, com o mundo... Ficou um passeio pela praia por fazer por causa do trabalho, mas nem isso hoje me fez falta para me acalmar e sentir-me melhor comigo...
Hoje, sinto-me estranhamento feliz...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dia difícil...

Dia difícil! Começou cedo, nunca mais acaba... É o trabalho que parece que não tem fim e quando mais parece que vou bem encaminhada lá tropeço... São as memórias do passado, do que já foi vivido de bom e não volta, das pessoas que amamos e já não podemos ter connosco... São as discussões ou mal-entendidos com amigas, que nos magoam... Sou eu que não sei discutir nem dizer o que penso e sinto e acabo a "remoer" tudo e mais alguma coisa e a explodir sozinha...
Já não me lembrava de chorar assim há muito tempo... Já não me lembrava da última vez que alguém me viu chorar... Foi um dia que me senti a afundar...
Mas depois, tentanto esquecer tudo o que me fez chorar... Lá tentei entrar no espírito com os meus colegas e amigos finalistas... Afinal de contas, este foi o nosso último cortejo, foi o primeiro em que levei um banho de cerveja do L. e fiquei a feder, foi aquele em que pude cantar "I will survive"... Porque todos sobrevivemos e alcançamos mais esta etapa!
Pode não ter sido um dia fácil... mas vai ficar na memória!